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Notícias

  21/06/2018 

Artigo de opinião de autoria da Diretora Técnico-Científica da Fundação Sintaf é publicado hoje no Jornal O POVO

Publicado hoje, no jornal O Povo, artigo de opinião de autoria da Diretora Técnico-Científica da Fundação Sintaf, Germana Belchior. Confira abaixo o texto na íntegra:

 

A ciência, os paradigmas e as lentes
 
Toda investigação científica nasce por meio de uma pergunta de partida. É um “nó” que o pesquisador precisa desatar utilizando senso crítico, ousadia e criatividade. Numa jornada de descoberta e aventura, o pesquisador se depara com outros questionamentos que até então não tinha condições de formular, a depender do paradigma de conhecimento adotado.
 
O termo “paradigma” foi introduzido no campo da Ciência por Thomas Kuhn, na década de 1960 e refere-se a um conjunto de crenças, ideias, valores e técnicas, institutos compartilhados por membros de uma comunidade em um determinado momento histórico. É um ponto de vista, a lente por meio da qual vemos a realidade. 
 
Ao utilizar um paradigma específico, referida postura influenciará diretamente o processo de conhecimento, ou seja, o modo de ver e perceber as coisas. Tudo depende da lente pela qual se vê e esta influencia e é influenciada pelo sujeito. 
 
Um novo paradigma só pode surgir com a mudança das velhas crenças e formas de pensar. O conhecimento não tem como ser estático, parado, engessado. Ele é dinâmico, podendo ser renovado e reconstruído, o que influencia o conhecimento científico. A mudança não se dá da noite para o dia, dogmas precisam ser rompidos. Não se admitem mais estas “verdades” postas sem questionar, mas simplesmente aceitas. Elas encaixotam e limitam o conhecimento. 
 
O conhecimento científico não deve possuir dogmas, justamente por ser fomentado pelo senso crítico. E só exerce senso crítico quem se inquieta, estuda, reflete, enfim, aprende a questionar os modelos existentes. 
 
Se o conhecimento científico é antidogmático, como é possível a existência de tantas verdades e teorias que vigoram como se fossem absolutas? Por que continuar aplicando teorias que já foram superadas? Afinal, não há teoria perfeita e inacabada, o conhecimento está em constante transformação e evolução. É preciso ter humildade para reconhecer a ignorância do saber e das limitações humanas.
 
 
Fonte: Jornal O Povo
Última atualização: 21/06/2018 às 08:30:05
 
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